24 de março de 2012

Musgas

Alô, você, meu querido leitor pingado! Hoje eu estava a ouvir música com bons fones de ouvido, sabe, desses que funcionam e a pessoa consegue ouvir todos os instrumentos, e fiquei pensando em como eu conseguia ouvir todas as músicas do álbum em questão, sem pausa, sem avanço. Acho que isso não é mais algo comum de se fazer hoje em dia e, embora eu ainda tenha pego um pedaço da época da fita cassete, já não é comum há algum tempo fazer questão de escutar tudo, muito menos de gostar. Resolvi reunir numa postagem, sem nenhum propósito aparente, meus álbuns prediletos (que consegui lembrar) para ouvir nonstop, e fazer alguns comentários irrelevantes sobre eles.

Vale salientar que eu não sou aficionada por música, meus comentários serão sentimentais, especulativos e terrivelmente amadores. E zoáveis. Pode mangar! 

Sem ordem de importância, vem gente!

Nirvana - Incesticide



Essa capa ~estranha~ é obra do senhor Kurt Cobain. Há que goste, mas sou do grupo que acha que como pintor ele é um ótimo músico! Era. Este álbum é uma compilação de raridades e b-sides que saiu em 1992 antes do In Utero, tem três covers e um "relançamento" de Downer, que saiu apenas em alguns álbuns do Bleach - sei lá porquê. 

A primeira vez que tive contato com o disco eu já estava em idade avançada para ainda desconhecer álbuns do Nirvana; um (ex) namorado me deu um dos muitos CDs do Incesticide que ele tinha. Não gostei. Aliás, só gostei de Turnaround (um dos covers). Não me lembro mais como a coisa se sucedeu, provavelmente numa das muitas vezes que meu computador pifou eu devo ter recorrido aos meus discos pouco ouvidos para ter alguma "novidade" musical... E com o tempo meu gosto mudou, passei a preferir rock sujo. Aliás, taí uma excelente descrição para esse álbum: sujo! Ele é ruidoso, com faixas amalucadas como Hairspray Queen; nervosas, como Downer e (New Wave) Polly; despretensiosas como Turnaround... eu vejo até um pouco de inocência (suja) nos covers Son of a Gun (cuja versão original, a propósito, é chatíssima) e Molly's Lips. Nas minhas últimas divagações, cheguei a achar o álbum sensual e olha que eu estava sóbria. As batidas de Dive me deixam com vontade de dançar um twist em câmera lenta! Mas quem põe pra quebrar, mesmo, é Aneurysm. Essa é para dancing like no one's watching! (Como o fã deste vídeo... meio "galinha possuída")

Mas este vídeo aqui está com a apresentação mais instigante:

Malhada ou não a banda, o Incesticide é pra mim muito representativo em termos de rock drogado, rock quebrador de guitarra e pouco-se-fodendo. Por mais animadora que algumas bandas atuais sejam, eu não consigo pensar em nenhuma que chegue a esse ponto. Tenho a impressão que rock-para-pirar acabou aí nessa época, com adolescentes de cabelo sujo e blusões toscos, todos trabalhados numa cocaína.

Silverchair - Neon Ballroom


Ai, meus catorze anos!

Oitava série, apresentação de música com letra traduzida na escola. Um colega meu usou Miss You Love e todas as moçoilas piram. Pedi o CD emprestado e me apaixonei! As gentes todas brigavam para ser a Ana em Ana's Song, até descobrirmos que era uma referência à anorexia. Aí fizeram a piada que eu ganhei, então. Poxa, gente, é metabólico! Não consigo engordar :(

Esse álbum é primoroso. A cada temporada de minha vida eu passo a ter uma música preferida diferente. No começo eram as batidas, Miss You Love, Ana's Song; depois passei a adorar Satin Sheets por flertar com peso, mas atualmente eu gosto mesmo é de Steam Will Rise. Viajo longe. Aliás, o álbum foi trilha sonora de uma viagem pelas estradas de São Paulo recentemente... De várias maneiras, Neon Ballroom faz parte da trilha sonora da minha vida. :)



Pink Floyd - Dark Side of the Moon


Já conhecia algumas músicas do álbum por osmose. Só depois de assistir a um cover inspirador da banda Sigma Seis em 2006 tive a iniciativa de baixar as músicas. Gosto também de The Wall, mas Dark Side é imbatível! Passei a ouvir muito quando ganhei o CD e é quase sempre uma choradeira quando toca Time.

The Darkness - Permission to Land


Este álbum é muito divertido! É minha dica de música para ouvir durante o banho antes de sair no fim de semana. As músicas mais lentas são muito bonitas e envolventes também. Conheci a banda pelo clipe de I Believe in a Thing Called Love (que é um barato) e baixei o disco depois de ver um show especial na Inglaterra que passou na MTV - teve uma época que passavam shows completos no canal e era muito bom. Se eu tivesse condições, tentaria pegar o DVD desse... O vocalista é um barato, taí um cara que eu queria conhecer!

baladinha~

Arch Enemy - Doomsday Machine


Não costumo ouvir muito death metal porque acho um pouco repetitivo. Mas tem algo nas músicas da sueca Arch Enemy que me cativam - na medida que gutural pode ser cativante - e talvez seja por ele ser considerado melódico. Não gostei muito do Carcass, a banda precursora do estilo, achei Arch Enemy mais instigante e me arrependo amargamente de não ter ido assistir ao show em São Paulo!! Quanto ao disco, ele é todo bom. A primeira que me agradou foi a música de trabalho My Apocalipse (vídeo abaixo) que deve ser malhada já, e hoje em dia não tenho preferência.


Um adendo: essa japonesa maledita que toca a bateria das músicas do Anthems of Rebellion. Inveja define.


Someone Still Loves You Boris Yeltsin - Pershing


SSLYBY é uma banda dos States no estilo ZZzzZz que eu não costumo gostar, mas curiosamente gosto desta. Ainda não sei dizer bem a razão, talvez seja por eu ter visto uma apresentação da banda com a famosa Oregon Girl na qual o baterista estava muito instigado, me chamou a atenção. Pershing é o segundo álbum deles, é delicado e delicioso. Gosto de ouvi-lo durante caminhadas pela manhã, é como um desejo de "bom dia"... (meme aqui: vomitando arco-íris)

"Modern Mystery"

Continua...

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