Como estudante de filosofia, deparei-me com muitas grandes obras, grandes autores, idéias e argumentos. Mudou em vários aspesctos a minha visão de mundo, como já vinha mudando devido a uma atitude filosófica própria e diletante. Os filósofos que estudei até hoje - não foram muitos, é verdade - parecem dizer a mim, cada um, uma verdade. Às vezes pela metade, outras vezes uma verdade "completa" e consistente, o que me deixa impressionada pois que eles falam tão densamente e, aparentemente, sem deixar (muitos) furos, pelo menos na primeira leitura superficial; até que eu leia um comentador e perceba que não era tão consistente e coerente assim. (Talvez eu seja meio ingênua... ou burrinha mesmo.) O fato é que coisas muito diversas entre si fazem sentido cada uma, para mim, e co-existem idealmente em minha cabeça. O problema aparece na prática, porque certas teorias do conhecimento, seja se tratando de ética, política ou metafísica, parecem bastante adequadas a certos países, em determinadas épocas, considerando o passado histórico, aspectos culturais e principalmente - eu diria- por inclinações (aspectos) morais. Mas como eu poderia aceitar como verdade algo com tantos condicionamentos? Se se pode ter um conhecimento seguro sobre alguma coisa, algo que seja universal, então recordo Einstein e o seu "tudo é relativo". Porém essa afirmação que tomo como verdadeira e universal também é relativa: ao tempo e espaço, ao mundo que somos capazes de compreender.
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