Relatividade




Como estudante de filosofia, deparei-me com muitas grandes obras, grandes autores, idéias e argumentos. Mudou em vários aspesctos a minha visão de mundo, como já vinha mudando devido a uma atitude filosófica própria e diletante. Os filósofos que estudei até hoje - não foram muitos, é verdade - parecem dizer a mim, cada um, uma verdade. Às vezes pela metade, outras vezes uma verdade "completa" e consistente, o que me deixa impressionada pois que eles falam tão densamente e, aparentemente, sem deixar (muitos) furos, pelo menos na primeira leitura superficial; até que eu leia um comentador e perceba que não era tão consistente e coerente assim. (Talvez eu seja meio ingênua... ou burrinha mesmo.) O fato é que coisas muito diversas entre si fazem sentido cada uma, para mim, e co-existem idealmente em minha cabeça. O problema aparece na prática, porque certas teorias do conhecimento, seja se tratando de ética, política ou metafísica, parecem bastante adequadas a certos países, em determinadas épocas, considerando o passado histórico, aspectos culturais e principalmente - eu diria- por inclinações (aspectos) morais. Mas como eu poderia aceitar como verdade algo com tantos condicionamentos? Se se pode ter um conhecimento seguro sobre alguma coisa, algo que seja universal, então recordo Einstein e o seu "tudo é relativo". Porém essa afirmação que tomo como verdadeira e universal também é relativa: ao tempo e espaço, ao mundo que somos capazes de compreender.


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Pega a doida!


A cada dia que passa me convenço que serei uma hippie louca quando velha. Já tô aderindo às pirações, apenas ainda banco a urbana nas vestimentas.

A novidade agora é abordar estranhos na rua.

- Cadê o saquinho e a pá pra catar o cocô do seu cachorro, hein? HEIN?

- Por que você não enfia esse lixo no cu da sua casa?

Tá, essa última eu nunca falei. Natal já não é tão segura... mas rola uns clássicos "educação mandou lembranças".

Toda vez que vou a Ponta Negra (praia urbana) ou mesmo em alguns caminhos próximos da minha casa, fico doida, DOIDA pra recolher o lixo no chão. É um negócio que me incomoda profundamente; já me cansei de só resmungar e o método POP de invisibilidade - problema de outra pessoa - não tá funcionando bem.

Recentemente eu saí da concha e recolhi uma garrafa plástica que estava atrapalhando o trânsito num dia de chuva, num cruzamento do bairro Petrópolis. Quase fui atropelada e atrapalhei eu mesma o trânsito, heh. Posteriormente catei um cabo de alumínio (tipo de vassoura) retorcido que estava no meio de uma avenida, alunos de um colégio haviam colocado lá para se divertirem com o barulhão que fazia. Mas aquilo era uma tremenda sacanagem com os donos dos carros e os velhos no ponto de ônibus estavam com medo daquilo voar na cabeça de alguém. Como eu estava bastante arrumada nesse dia, nenhum pirralho mexeu comigo e eu me limitei a dar um olhar firme e reprovador. Quando eu for velha e hippie, provavelmente baterei o cabo na cabeça deles e darei umas lições de moral. FATO!
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